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JUNTAS NO CAMINHO DA MUSCULAÇÃO
A musculação está se expandindo cada vez mais em todo território nacional. Junto com a vontade de malhar e ficar com o corpo sarado, também surge o desejo de muitas pessoas de praticar o culturismo e participar de competições, independente do lugar do Brasil onde elas estejam.
Em muitos aspectos as regiões de todo o Brasil se diferenciam. As distinções vão desde os costumes à própria beleza natural de cada Estado brasileiro. O que não se diferencia, no entanto, é o que cada pessoa faz para ter uma vida melhor. A prática da musculação vem crescendo muito no Brasil e também, por que não dizer, do culturismo.
Um exemplo é o Estado da Paraíba. Segundo informações do presidente da Federação Paraibana (FPCM-F) Vanilson Pantera, todas as equipes, academias e lojas especializadas em suplementos e
acessórios para musculação estão juntando esforços para fazer com que o esporte e as competições cresçam cada vez mais dentro do Estado.
Atualmente, João Pessoa possui em média 250 academias e o número de adeptos é cada vez maior. “A musculação não é um modismo ou simplesmente um esporte competitivo, mas sim uma necessidade para o indivíduo que procura uma melhor qualidade de vida”, diz Vanilson.
A prova de que o presidente da Federação da Paraíba tem razão é o número de atletas que atualmente participam de competições. Bons exemplos disso são Gilvan Santos (tri-campeão paraibano) e Manoel Clementino, o Tatu, (tri-campeão brasileiro). “Independente do lugar de onde o atleta seja, o que interessa é que ele deve se dedicar ao máximo para representar o seu Estado”, fala Santos.
Na categoria Fitness, embora menos divulgado do que o culturismo, o número de praticantes também está crescendo significadamente. A Paraíba tem como representante atualmente na categoria miss fitness duas atletas que já foram campeãs Norte e Nordeste: Niedja Maranhão e Ana Carolina. Já na categoria bobybuilder, o Estado conta com grandes representantes, entre elas, Cristiane Nóbrega, que alcançou o terceiro lugar no campeonato brasileiro. Segundo Vanilson Pantera, o que ainda impede o crescimento mais acelerado do culturismo na região paraibana é a falta de um número maior de patrocinadores. “Como em todos os esportes, o patrocínio é um fator importante para o desenvolvimento de qualquer atleta. Em competições sempre temos bons patrocinadores, mas seria ideal se o número de interessados crescesse”, afirma.
No Estado da Bahia, onde o número de academias gira em torno de 500 – segundo informações de Jorge Santos de Santana, ex-presidente da Federação Baiana, a adesão à prática da musculação é muito grande. “Hoje, não é muito difícil você ver pessoas malhadas circulando pelas ruas baianas. O culturismo também cresce demais no nosso Estado, embora, como em outras regiões, a falta de incentivadores é um grande problema para a profissionalização dos atletas”, afirma Jorge.
Para Bergson, presidente da Federação de Culturismo do Estado do Ceará, o crescimento do esporte também está ligado aos investimentos que as academias e fábricas de suplementos
fazem à musculação e ao culturismo. “A musculação está, atualmente, sendo vista muito mais como um meio saudável de se viver. O culturismo não é simplesmente ficar forte e competir. Podemos dizer que o culturista é um ser humano disciplinado que, para vencer os desafios, precisa ter muita dedicação e amor ao ferro”, afirma Bergson.
Segundo informações do Alexandre Pagnani, presidente da Confederação Brasileira de Culturismo e Musculação (CBCM), no Brasil existem 25 Federações, mas nem todas são atuantes.

Vanilson Pantera

Bergson Luís


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